Um blog singelo sobre Blender e 3D

Entrevista - Projeto Paper Orange 3/3

10 de Maio de 2008 Dalai Felinto

Parece que cada vez mais o Blender está ganhando mais adeptos. Um dos fatores que contribuem para isso (além da excelente qualidade do programa e do seu custo/beneficio) é a disponiblidade de materiais didáticos.

Este tipo de material serve como referência para quem está estudando Blender e de quebra ainda serve como material de divulgação do Blender.

Com este pensamento em mente, uma equipe de artistas de Minas Gerais resolveu começar um projeto de um curta-metragem feito com o Blender. O projeto é um open-movie, ou seja, será disponibilizado na internet junto com todo o seus arquivos, para ser estudado livremente.

O nome do projeto é Paper Orange, e tive a oportunidade de entrevistar a equipe que está trabalhando nele. Se você entende inglês não deixe também de conferir o site deles - http://detaillibrary.blogspot.com - Se você não entende dê uma olhada lá do mesmo jeito, os estudos disponíveis estão bem legais.

parte 01 da entrevista - parte 02 da entrevista - parte 03 da entrevista

ENTREVISTA 03 de 03 - Filipe S. Dilly:

De onde você é?

Basicamente somos todos de BH/MG mesmo. Nem preciso entrar em detalhes porque o Damasceno e Daniel já responderam isso muito bem.

Como você começou a trabalhar com o Blender?

A 6 anos atrás eu já estudava por conta própria 3d (Bryce5 e TrueSpace e antes ainda 3dMax) mas quase como Hobby, queria mesmo é ser pintor… rs. Com o tempo fui aprofundando em 3d e gostando cada vez mais. Em 2004 surgiu a oportunidade de montar um curso de 3d na Escola de Artes Casa dos Quadrinhos so que eles estavam interessados no Blender. Foi ai que eu comecei a estuda-lo (usando material da internet e o “Manual 2.3″) e nunca mais parei. Aliás foi devido a isso que eu realmente aprendi 3d, pois passei a estudar grandes artistas e professores da CG 3d para montar o curso. O Curso já tem 2 anos de existencia e evolui em conjunto com o Blender - um exemplo clássico é a adição de composição digital via nodes - é muito interessante montar as aulas tendo em mente como o programa vai ser nas próximas versões (e isso também me ajuda e “força” saber as novas ferramentas antes delas sairem, as vezes até opinar e reportar Bugs sobre elas).

No geral os componentes do Grupo que usam o Blender ou estudaram no curso de “3d Blender” ou no de “Animação” (na qual o Daniel é professor e criador do curso). Como foi dito antes um dos motivos do projeto é ensinar e aprender mais sobre estes programas/técnicas.

O que você pensa sobre as oportunidades para quem quer trabalhar com o Blender no mercado nacional?

Acho que o Blender tem tudo que se precisa para um mercado como o Brasil (focado em Publicidade e Ilustração). Na verdade acho que ele já tem mais do que se precisa. O problema é que ainda tem muita gente por aqui que não o conhece e nós não temos tantos artistas que o usam. Isso dificulta montar um estúdio apenas com artistas usando Blender. Apesar disso, o Blender é muito modular e possui muitas ferramentas (como Composite e Sequencer) que poderiam facilmente ser usadas em conjunto com outras. Ou mesmo modelar e fazer o Unwrap apenas no Blender…
Em fim, o real ponto é que o que interessa mesmo é qualidade do trabalho, se ele é feito no Blender não acho que realmente importa. Existem casos de “xenofobia” por parte de alguns estúdios, mas também existem casos onde um artista que usa Blender foi contratado simplesmente pelo seu trabalho e se observarmos alguns fóruns isto está ficando cada vez mais comum.

Como surgiu este projeto?

Para mim o projeto serve para trabalhar. É isso mesmo. Trabalhar em algo que me dê prazer e que depois de muito prazer nas pessoas que assistirem e usarem do projeto como aprendizado (ou coisa do tipo). E é uma oportunidade irrecusável trabalhar com esse grupo, são pessoas extremamente talentosas e criativas, dou muitas risadas com elas. O resultado disso tem se mostrado realmente contagiante e a qualidade do projeto cresce a cada passo concluído ou iniciado.
Essa é uma idéia bem pessoal sobre a coisa.

Quais são seus próximos projetos?

Olha, é tanto “pepino” para resolver neste projeto, que eu tenho medo de perguntar para os outros dois (Damasceno e Daniel) sobre quais são suas ideias para o próximo… Então por enquanto eu vou ficar “só” com esse no horizonte. (risos)

Você sugere algum caminho específico para quem está querendo trabalhar com 3D e/ou animação?

Sim. Não fique apenas no 3d. Estude de tudo que puder: Desenho, Pintura, escultura, Fotografia, Design… Seja uma pessoa observadora. Pois o que garante um bom resultado é muito mais seu conhecimento nestas outras coisas que conhecimento sobre 3d em si.

Você tem alguma mensagem para quem está começando no Blender?

Se a interface te chateia, resista, depois fica tão natural quanto andar. Ela não é ruim como alguns dizem, é simplesmente diferente do padrão… E como muitas outras coisas o “padrão” ou “comum” nem sempre é o melhor.

Tem mais alguma pergunta que você gostaria de responder e eu não tive a criatividade de perguntar ?

Nope. :P
Acho que é isso mesmo. Já escrevemos por demais. (risos)

Muito Obrigado pela oportunidade e interesse no nosso trabalho. Até mais.

Filipe S. Dilly

“Produtor-Executivo-Chefe-do-departamento de Tecnologia-co-diretor” (de acordo com o Damasceno e Daniel, :P )

Bem, com esta entrevista concluímos esta série.

Muito obrigado a toda a equipe do Paper Orange pela abertura e pela qualidade do trabalho. Tenho certeza de que será um marco na produção nacional com o Blender. Uma prova disto é a qualidade do curta Snakes Can Fly (Cobras podem voar), feito por parte da mesma equipe deste projeto, como vocês podem conferir aqui:


Snakes Can Fly - Blender Ad from detail library on Vimeo.

Boa sorte a vocês e bom trabalho,

Dalai

Leia também a primeira e a segunda partes da entrevista.

Entrevista - Projeto Paper Orange 2/3

4 de Maio de 2008 Dalai Felinto

Parece que cada vez mais o Blender está ganhando mais adeptos. Um dos fatores que contribuem para isso (além da excelente qualidade do programa e do seu custo/beneficio) é a disponiblidade de materiais didáticos.

Este tipo de material serve como referência para quem está estudando Blender e de quebra ainda serve como material de divulgação do Blender.

Com este pensamento em mente, uma equipe de artistas de Minas Gerais resolveu começar um projeto de um curta-metragem feito com o Blender. O projeto é um open-movie, ou seja, será disponibilizado na internet junto com todo o seus arquivos, para ser estudado livremente.

O nome do projeto é Paper Orange, e tive a oportunidade de entrevistar a equipe que está trabalhando nele. Se você entende inglês não deixe também de conferir o site deles - http://detaillibrary.blogspot.com - Se você não entende dê uma olhada lá do mesmo jeito, os estudos disponíveis estão bem legais.

parte 01 da entrevista - parte 02 da entrevista - parte 03 da entrevista

ENTREVISTA 02 de 03 - Daniel Pinheiro:

“Minha vez, minha vez! Cara isso vai ser divertido, até parece uma daquelas coisas que tem no bônus do DVD.”

De onde você é?

Eu sou de Belo Horizonte e atualmente moro em Contagem que é região da pequena Grande BH. O Dilly é de BH, o damasceno é de formiga… mas todo mundo se encontra no mesmo Café em BH.

Como você começou a trabalhar com o Blender?

Eu acho que foi quando meu irmão me mostrou um Linux pela primeira vez. Fiquei fuçando naquilo para ver se tinha alguma coisa que servisse para desenhar ou animar, por acaso tinha uma versão do Blender instalada. De lá pra cá eu fui gradualmente preferindo o blender para realizar algumas tarefas até chegar o ponto onde estou

atualmente onde trabalho praticamente com a dobradinha Gimp+Blender.

O que você pensa sobre as oportunidades para quem quer trabalhar com o Blender no mercado nacional?

Eu sempre acreditei que as chances de trabalho são iguais para os profissionais que utilizam qualquer software,acho que na área de produção visual a qualidade é o principal diferencial, mas quem trabalha com blender pode sempre falar “eu fiz isso em um software livre,” e arrancar um tanto de “é mesmo? nossa!”.

Como surgiu este projeto?

O projeto surgiu da necessidade de aprendizado pessoal e vontade de um pequeno grupo de pessoas que felizmente tem contaminado outras.

Também gosto de dizer que o projeto surgiu para termos uma desculpa semanal para tomar cafe e encontrarmos pra conversar e nos divertir.

E quais seriam os objetivos:

Acredito que os três principais objetivoas do projeto são:

1- Evoluirmos pessoalmente como profissionais (o lance do aprendizado)

2- Produzir uma peça de entretenimento de forma independente (aqui

entra o software livre como um aliado poderoso)

3- Se divertir bastante no processo todo.

Quais são seus próximos projetos?

Meu próximo projeto é o próximo curta, mas eu tento evitar ao máximo pensar qualquer coisa sobre o filme seguinte para não atrapalhar a produção do atual. Eu até criei um arquivo de texto que serve como geladeira de idéias.

Você sugere algum caminho específico para quem está querendo trabalhar com 3D e/ou animação?

Acho que para quem quer trabalhar com 3D, tem que aprender um pouco de como funciona a coisa toda e especializar na área de maior interesse, shading, iluminação, modelagem… essas coisas. Inclusive acho que foi o Dilly que me disse isso.

Quanto animação, é uma dessas coisas que você tem uma idéia e vai fazendo, uma hora fica pronto.

Você tem alguma mensagem para quem está começando no Blender?

Eu estou realmente feliz de ter conhecido e optado trabalhar com esse programa. Ele deixa meu trabalho bem mais fácil.

Tem mais alguma pergunta que você gostaria de responder e eu não tive a criatividade de perguntar?

Talvez eu perguntasse “E aí quando fica pronto o filme?” ou “Quando é a estréia?”.

A resposta para essa pergunta seria algo “assim que a gente conseguir.”

Daniel Pinheiro

“Co-diretor-co-roteirista-storyartist-animador-de-plantão-desenhista-que-reclama.”


Paper Box tests from detail library on Vimeo.

Em breve a terceira parte da entrevista.

Abraços,

Dalai

Leia também a primeira parte da entrevista

DVD barato é um barato

30 de Janeiro de 2008 Dalai Felinto

Desde que eu comecei a me interessar profissionalmente por animação que eu não deixo de assitir aos extras de um DVD do gênero que passe pelas minhas mãos.

Infelizmente - talvez pelos altos impostos ou o olho gordo das distribuidoras, o preço de um lançamento original chega a R$60,00 nas lojas.

Por outro lado, recorrer à pirataria seria como dar um tiro no meu próprio pé, tendo vista meu sonho de trabalhar nesta área (será que tem mercado no Brasil ???).

A título de curiosidade: um DVD pirata no Rio, custa de R$10,00 a R$15,00, podendo chegar a R$20,00 se for um DVD duplo. Em Londrina no Paraná, um DVD custa R$2,50 no camelódromo!!!! Caramba, será que até camelôé sobre-taxado???

Bom, brincadeiras à parte eu descobri uma maneira de expandir meu acervo/coleção sem gastar tanto dinheiro nem ter que recorrer a meios um tanto quanto “polêmicos”.

No Rio de Janeiro, existem algumas bancas de jornal no centro da cidade que vendem DVDs encalhados (normalmente arrematados em grandes lotes e sem incidência de impostos), originais e novos em folha por preços para lá de módicos.

Eu já comprei Os Incríveis (R$10,90), Robôs (R$8,00) e Era do Gelo I (R$10,00).

DVDs Animação

Inclusive, o DVD Os Incríveis veio com um defeito no segundo disco. Sem problemas, eu levei de volta onde eu tinha comprado, e na mesma hora trocaram por um funcionando (essa acho que nem as Americanas fazem :) ).

Uma outra opção é recorrer a sebos. Isso eu só fui conhecer em Londrina (passei o Reveillon lá com minha família, bela cidade) , pois os sebos do Rio só recebiam minhas visitas nos tempos áureos de minha coleção de revistinhas da Disney (que por sinal perderam completamente a qualidade nos últimos dez, oito anos).

O sebo só tem o incoveniente de não contar com artigos novos, então é mais provável que terás que garimpar um pouco antes de adquirir um bom disco. Mesmo assim eu encontrei bons DVDs em Londrinas (ainda não fiz esta empreitada no Rio): ToyStory (R$10,00), Os Íncriveis (R$10,00 a R$12,00) e Bug’s Life (não lembro o preço, mas era nesta faixa).

Agora é bater perna e voltar para casa pra se divertir e estudar, com direito a bastante pipoca e guaraná.

Até mais,

Dalai

*este post foi escrito na fila de espera do DETRAN

Gráficos em 3D

7 de Outubro de 2006 Dalai Felinto

O tempo não para …

Então, resolvi relacionar dois gráficos diferentes, o número de unidades em função do uso do solo (residencial, comercial, industrial e outros) e área total ocupada pelo tipo de uso.

Isso normalmente mostra como comércios e indústrias ocupam uma área enorme comparado com residências, e com isso evidencia seu potencial habitacional quando encontrasse abandonado/desativado.

Vendo alguns gráficos em pizza que são um falso 3D (a altura não serve para nada no gráfico, só para ficar bonito) eu tive a idéia de usar a altura para indicar as áreas.

Eu utilizei o BrOffice.org, o GIMP, o Blender e o Ubuntu.
Montei o vídeo no windows movie maker.

Abraços,
Dalai Felinto

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